
Pela Sociedade Brasileira de Pediatria, febre em criança é temperatura axilar de 37,5 °C ou mais, aferida por 3 minutos — o corte antigo, de 37,8 °C, saiu de linha em 2025. Por via oral ou retal, o limite é 38 °C. E o tipo: a SBP recomenda a medida axilar com termômetro digital para todas as crianças. O de testa é prático, mas sofre com suor, choro e ambiente frio.
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Sumário do Artigo
Bebê quentinho no colo às três da manhã e a dúvida de sempre: isso é febre? A resposta mudou recentemente — e a maioria dos sites ainda repete o número antigo. Este guia traz o valor atualizado da Sociedade Brasileira de Pediatria, explica qual tipo de termômetro realmente serve para cada idade (com as limitações que os fabricantes não contam), como medir sem errar e quando a febre pede pediatra. No fim, os melhores modelos reais para ter em casa.
A partir de quantos graus é febre em bebê
A Sociedade Brasileira de Pediatria considera febre a temperatura axilar igual ou maior que 37,5 °C, medida por 3 minutos. Esse valor foi atualizado em 2025 — até então o corte usado era 37,8 °C, que ainda aparece em muitos sites (e que corrigimos aqui). Por via oral ou retal, o limite é 38 °C, porque essas regiões são naturalmente mais quentes que a axila.
| Via de medição | É febre a partir de | Observação |
|---|---|---|
| Axilar | 37,5 °C | A recomendada pela SBP para todas as crianças |
| Oral | 38 °C | Não usar em bebês e crianças pequenas |
| Retal | 38 °C | Muito fiel, porém invasiva e desconfortável |
| Timpânica (ouvido) | ~38 °C | Rápida, mas sensível à técnica e à cera |
Um aviso que vale mais que o número: a altura da febre não indica gravidade. A SBP é explícita ao dizer que a magnitude da temperatura não tem valor diagnóstico nem prognóstico — a exceção são os bebês menores de 3 meses, em que qualquer febre exige avaliação médica. O que orienta é o estado geral da criança: como ela bebe, brinca, responde e dorme.
Qual o melhor tipo de termômetro para bebê
A recomendação oficial é direta: termômetro digital, na axila. É o que a SBP indica para todas as crianças, por combinar boa confiabilidade, segurança e custo baixo. Os demais tipos têm lugar — mas cada um tem um porém que raramente aparece na embalagem:
Digital de ponta (axilar)
O clássico e o recomendado. Barato, confiável e simples. Precisa de contato e de tempo (cerca de 3 minutos na axila, mesmo nos modelos que apitam antes). É o que deve estar na sua casa; os outros são complemento.
Infravermelho de testa (sem contato)
Prático e rápido — mede sem encostar, o que é ouro com bebê dormindo. A limitação real: sofre interferência de suor, choro, franja, ambiente muito frio ou quente e da distância da medição. Serve muito bem para acompanhar a tendência ao longo do dia; para o número que você vai relatar ao pediatra, confirme na axila.
Infravermelho de ouvido (timpânico)
Rápido e bastante fiel quando a técnica está certa — e é aí que ele falha: exige posicionar bem o canal, e cera ou canal muito estreito (comum em bebês pequenos) distorcem a leitura. Melhor a partir dos 6 meses.
Ponta flexível (axilar/retal)
Versão do digital com ponta que dobra, mais confortável e segura. A via retal é a mais próxima da temperatura central em recém-nascidos, mas é invasiva e, no Brasil, a orientação prática da SBP segue sendo a axilar — deixe o uso retal para quando o pediatra pedir.
Adesivo e chupeta com termômetro
Parecem convenientes, mas são os menos confiáveis do grupo: a chupeta precisa de vários minutos na boca (e o bebê raramente colabora) e o adesivo dá leitura de pele. Não substituem um digital.
Termômetro de mercúrio é proibido?
Aqui há uma nuance que quase todo site erra. A RDC nº 145/2017 da Anvisa proíbe, em todo o país e desde 1º de janeiro de 2019, a fabricação, importação, comercialização e o uso em serviços de saúde de termômetros e medidores de pressão com coluna de mercúrio. A medida veio da Convenção de Minamata, tratado internacional sobre mercúrio assinado pelo Brasil.
O que isso significa na prática: você não encontra mais à venda, e nenhum serviço de saúde pode usar. O uso doméstico daquele termômetro que já está na gaveta não é proibido pela norma — mas a recomendação de trocar é clínica, e é forte: se ele quebra, libera mercúrio (tóxico) e cacos de vidro perto da criança. Um digital custa pouco e elimina o risco. Se for descartar o antigo, não jogue no lixo comum: leve a um ponto de coleta de resíduos perigosos.
Como medir a temperatura do bebê corretamente
A técnica muda o resultado tanto quanto o aparelho:
- Axila seca e bem fechada: encoste a ponta no centro da axila e mantenha o bracinho colado ao corpo. Axila suada dá leitura mais baixa.
- Espere os 3 minutos mesmo que o aparelho apite antes — o apito indica estabilização, não o tempo recomendado pela SBP.
- Nada de medir logo após o banho, mamada quente ou choro intenso: espere uns 15 minutos.
- Tire o excesso de roupa. Bebê muito agasalhado esquenta e gera falso alarme — vale conferir como vestir o bebê por temperatura antes de se assustar com o número.
- Anote hora e valor. O pediatra quer a curva, não um ponto isolado.
- Higienize a ponta com álcool 70% antes e depois.
Os melhores termômetros para bebê
Selecionamos modelos reais no Mercado Livre, cobrindo o digital axilar (o recomendado), os infravermelhos de testa e de ouvido e a ponta flexível. Escolha primeiro pelo tipo que você vai usar no dia a dia — e tenha um digital em casa de qualquer forma.
1. Termômetro Clínico Digital G-Tech THGT1027B (axilar)
Fonte: Mercado Livre
Termômetro digital de ponta para uso axilar — o tipo que a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda para medir febre em bebê, e sem mercúrio. Mede de 32 °C a 43,9 °C em cerca de 1 minuto, tem alarme, memória da última medição, display retroiluminado, é à prova d'água e traz o número de notificação na Anvisa (80275310040) no anúncio. Nota 4,9 em 5.070 avaliações e mais de 10 mil vendidos.
- Medição axilar, que é a via recomendada pela SBP — e o único jeito de comparar com o que o pediatra vai medir
- Nota 4,9 apoiada em 5.070 avaliações e +10 mil vendidos: nenhum outro termômetro da lista tem esse lastro
- À prova d'água, com alarme e memória, e a bateria é substituível em vez de descartável
- 1 minuto parado com o bebê agitado é uma eternidade — os infravermelhos resolvem em segundos
- O anúncio não menciona modo silencioso: o bipe do fim da medição pode acordar bebê que dorme leve
- Não vem bolsa de proteção, segundo a ficha técnica
É o termômetro que deveria estar na gaveta de qualquer casa com criança: barato, confiável, sem mercúrio e na via que o pediatra vai considerar. O trade-off contra os infravermelhos é só o tempo — você troca 5 segundos por 1 minuto em nome da medida que serve de referência clínica. O ideal, se der, é ter este e um de testa para triagem rápida.
2. Termômetro Clínico Digital Incoterm TermoMed
Fonte: Mercado Livre
Digital de ponta axilar da Incoterm, marca brasileira tradicional de instrumentos de medição. A descrição declara faixa de 32 °C a 42 °C, resolução de 0,1 °C, precisão de ±0,2 °C, leitura em cerca de 1 minuto e desligamento automático após 10 minutos parado. Traz o número de notificação na Anvisa (10343209014). Nota 4,8 em 190 avaliações.
- Precisão de ±0,2 °C e resolução de 0,1 °C declaradas em número — a maioria dos anúncios só diz 'alta precisão'
- Alerta sonoro diferente para temperatura normal e para estado febril: você entende o resultado antes de olhar o visor
- Desligamento automático depois de 10 minutos, o que evita a bateria acabar esquecida na gaveta
- Ficha técnica e descrição se contradizem em 'à prova d'água' e 'memória': a tabela marca não, o texto diz que sim — confirme com o vendedor
- Sem display retroiluminado: para medir de madrugada, você precisa acender a luz
- Alerta sonoro sem opção de mudo declarada — pode acordar o bebê no fim da medição
Boa alternativa nacional ao G-Tech para quem valoriza número de precisão explícito e marca com histórico em termometria. Vale se você já tem um infravermelho para triagem e quer só a confirmação axilar confiável. Se for ter um termômetro só, o G-Tech entrega mais recurso (retroiluminação, água) pelo mesmo tipo de preço e com muito mais avaliações.
3. Termômetro Infravermelho sem Contato G-Tech Easy Sensor THGTSC3
Fonte: Mercado Livre
Infravermelho de testa sem encostar na pele, com faixa de 34 °C a 43 °C e tempo de medição de 5 segundos na ficha técnica. A descrição destaca um sensor de distância que só libera a leitura na distância correta e o sistema Color Glow, que muda a cor do visor conforme a temperatura. Notificação na Anvisa 80275319027. Nota 4,8 em 5.259 avaliações e mais de 10 mil vendidos.
- Mede sem tocar: dá para conferir a febre com a criança dormindo, sem tirar do berço
- Sensor de distância que trava a leitura fora da posição correta — o erro mais comum nos infravermelhos baratos
- Nota 4,8 com 5.259 avaliações e display retroiluminado com mudança de cor por faixa de temperatura
- A ficha técnica marca 'sem alarme' e 'sem memória', contradizendo a descrição do próprio anúncio — não compre por causa desses dois recursos
- Não é à prova d'água, segundo a ficha
- Medição de testa sofre com suor, franja, ar-condicionado e criança que acabou de vir da rua: sempre confirme febre alta na axila
É o termômetro de triagem: serve para saber rápido se subiu, várias vezes ao dia, sem acordar ninguém. Comparado ao Bioland, é mais lento (5 s contra 1 s) e a ficha nega memória, mas tem quase 20 vezes mais avaliações. O uso inteligente é combiná-lo com um axilar — infravermelho para monitorar, digital de ponta para decidir se liga para o pediatra.
4. Termômetro Infravermelho de Testa Bioland E127
Fonte: Mercado Livre
Infravermelho de testa com tempo de medição de 1 segundo e precisão declarada de ±0,2 °C. Guarda as 32 últimas medições, sinaliza febre pela luz de fundo em três cores (verde, amarelo e vermelho) e tem função de varredura para medir superfícies, como a água do banho. Notificação na Anvisa 80275319013. Nota 4,7 em 307 avaliações e mais de 1.000 vendidos.
- 1 segundo por leitura: o mais rápido da lista, o que muda tudo com bebê que se contorce
- Memória de 32 medições — dá para mostrar ao pediatra a curva da febre da noite inteira
- Alerta de febre por cor no visor, legível de relance e sem depender de você interpretar o número
- Não acompanha bateria, segundo a ficha técnica: já compre as pilhas junto
- Não é à prova d'água
- Como todo termômetro de testa, é sensível a suor e corrente de ar — a leitura tende a sair mais baixa que a axilar
É o pick para quem já se decidiu pelo infravermelho e quer o mais rápido com memória de verdade. Contra o G-Tech Easy Sensor, ganha em velocidade, memória e alerta colorido; perde em volume de avaliações e no fato de não vir com pilha. Continua valendo a regra: febre alta confirmada, confirme na axila antes de medicar.
5. Termômetro Infravermelho de Testa e Ouvido Microlife (dual mode)
Fonte: Mercado Livre
Dual mode: mede a testa em 3 segundos e, retirando a capa protetora da sonda, mede o ouvido em 1 segundo — as duas vias no mesmo aparelho. Também lê ambiente e líquidos, guarda 12 medições, emite sinal sonoro no fim e alerta sonoro de temperatura elevada. Vem com bolsa de proteção e tem notificação na Anvisa (80560319002). Nota 4,5 em 253 avaliações e mais de 1.000 vendidos.
- Duas vias em um só aparelho: testa para triagem e ouvido, que sofre menos com suor e ar-condicionado
- Ouvido em 1 segundo — a via mais rápida para criança que não fica parada
- Acompanha bolsa de proteção e ainda serve para checar a temperatura da água do banho e da papinha
- Nota 4,5, a mais baixa da nossa lista de termômetros
- Medição de ouvido exige posicionar bem o canal auditivo: em bebê menor de 6 meses o canal é estreito e a leitura sai errada com facilidade
- Trocar entre os modos depende de tirar e recolocar a capa da sonda, peça pequena e fácil de perder
É o pick de quem quer um aparelho só cobrindo mais de uma via, especialmente em criança maior, onde a medição de ouvido é confiável e rápida. Para recém-nascido, porém, a orientação continua sendo axilar — nesse caso o G-Tech ou o Incoterm fazem mais sentido, e este entra quando o bebê já cresceu. Como todos aqui, é digital: sem mercúrio.
6. Termômetro Digital Infantil Ponta Flexível Multilaser Mickey HC078
Fonte: Mercado Livre
Digital axilar de ponta flexível — a ponta dobra e não machuca quando o bebê se mexe no meio da medição. Resultado em cerca de 1 minuto, com desligamento automático, memória da última medição, alarme e resistência à água. Funciona com bateria LR41 substituível e traz notificação na Anvisa (81596320002). Nota 4,8 em 317 avaliações e mais de 1.000 vendidos.
- Ponta flexível: o item que faz diferença real em recém-nascido, porque a haste acompanha o movimento em vez de espetar
- Via axilar, a recomendada pela SBP, com resistência à água e memória da última medição
- Desenho lúdico do Mickey, que ajuda a criança maior a aceitar a medição sem drama
- Cerca de 1 minuto de medição, contra 1 a 5 segundos dos infravermelhos
- Bateria LR41 é pequena e menos comum de achar em mercado de bairro que a CR2032
- Personagem licenciado encarece um termômetro que, tecnicamente, faz o mesmo que os brancos mais baratos
É o pick para os primeiros meses: ponta flexível e via axilar, sem mercúrio, com preço de termômetro comum. Contra o G-Tech THGT1027B, você troca retroiluminação e o volume gigante de avaliações pela haste que não machuca e pelo desenho que a criança aceita. Se o bebê tem menos de 6 meses, a ponta flexível vale mais que qualquer outro recurso desta lista.
Quando procurar o pediatra
Febre é sintoma, não doença — ela mostra que o corpo está reagindo. Ainda assim, há situações que pedem avaliação médica sem esperar:
- Bebê com menos de 3 meses e qualquer febre — a SBP trata essa faixa como exceção de risco. Não espere.
- Criança prostrada, gemente, muito irritada ou difícil de acordar, independentemente do número.
- Recusa de líquidos, sinais de desidratação (boca seca, fralda seca por muitas horas, choro sem lágrima).
- Manchas na pele que não desaparecem ao esticar, dificuldade para respirar, convulsão.
- Febre que persiste por mais de 3 dias ou que volta depois de melhorar.
Na dúvida, o critério é sempre o mesmo: olhe a criança, não só o termômetro. Uma criança com 38,5 °C que brinca e bebe água costuma preocupar menos que uma com 37,6 °C apática no colo.
O que observar na hora de comprar
Além do tipo, alguns detalhes fazem diferença no uso real:
- Tempo de resposta: segundos importam quando o bebê não fica parado.
- Modo silencioso: mede sem apitar e sem acordar — subestimado e muito útil de madrugada.
- Alarme de febre e display colorido: ajudam a interpretar rápido no escuro.
- Memória de medições: facilita acompanhar a curva sem anotar no papel.
- Ponta flexível e à prova d'água: mais conforto e higienização fácil.
- Nunca de mercúrio. Todos os modelos atuais são digitais ou infravermelhos.
O termômetro é item de checklist do enxoval e também da mala de maternidade — vale ter antes de o bebê nascer, não na primeira noite de febre. Se estiver montando o kit de cuidados, veja o kit de higiene do bebê.
Veja também:
- Kit de Higiene do Bebê: O Que Colocar e Melhores Kits
- Lista de Enxoval de Bebê: O que realmente importa
- Como Vestir o Bebê por Temperatura: Tabela de Camadas
- Mala de Maternidade: O Que Levar para Mãe e Bebê
- Melhor Mamadeira para Bebê: Anticólica e Como Escolher
- Esterilizador de Mamadeira: Qual o Melhor e Como Escolher
Perguntas frequentes
A partir de quantos graus é febre em bebê?
Pela Sociedade Brasileira de Pediatria, febre é temperatura axilar igual ou maior que 37,5 °C, aferida por 3 minutos. Esse valor foi atualizado em 2025 — antes o corte era 37,8 °C. Por via oral ou retal, considera-se febre a partir de 38 °C, porque essas regiões são naturalmente mais quentes que a axila.
Qual o melhor tipo de termômetro para recém-nascido?
O digital de ponta, medindo na axila. É o que a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda para todas as crianças, por unir confiabilidade, segurança e custo baixo. Modelos de ponta flexível são mais confortáveis. O infravermelho de testa serve como complemento prático, mas confirme na axila o número que você vai relatar ao pediatra.
Termômetro de testa é confiável?
É prático e rápido, mas menos consistente que o digital axilar. A leitura sofre interferência de suor, choro, cabelo na testa, ambiente muito frio ou quente e da distância da medição. Use para acompanhar a tendência ao longo do dia, sobretudo com o bebê dormindo, e confirme na axila quando o número for decisivo.
Termômetro de mercúrio é proibido? Posso usar o que tenho em casa?
A RDC 145/2017 da Anvisa proíbe, desde 1º de janeiro de 2019, a fabricação, importação, comercialização e o uso em serviços de saúde de termômetros de mercúrio. O uso doméstico de um aparelho que a família já tem não é proibido por essa norma, mas a recomendação de trocar é clínica e forte: se quebrar, libera mercúrio tóxico e cacos de vidro perto da criança.
Onde medir a temperatura do bebê: axila, testa ou ouvido?
Na axila, com termômetro digital — é a orientação prática da SBP para todas as crianças. A testa (infravermelho) é ótima para não acordar o bebê, mas é mais sensível a interferências. O ouvido é rápido e fiel quando bem posicionado, porém a técnica erra fácil em bebês pequenos, com canal estreito ou cera. A via retal é a mais próxima da central, mas é invasiva.
Quanto tempo devo deixar o termômetro na axila?
Cerca de 3 minutos, que é o tempo referido pela SBP — mesmo que o aparelho apite antes. O apito indica que a leitura estabilizou, não que o tempo recomendado passou. Mantenha a axila seca e o bracinho colado ao corpo, e evite medir logo após o banho, mamada quente ou choro intenso.
Quando levar o bebê ao pronto-socorro por causa de febre?
Imediatamente se o bebê tiver menos de 3 meses e qualquer febre — a SBP trata essa faixa como exceção de risco. Também procure atendimento se a criança estiver prostrada, gemente ou difícil de acordar, recusar líquidos, apresentar manchas na pele que não somem ao esticar, dificuldade para respirar ou convulsão, ou se a febre passar de 3 dias. O estado geral pesa mais que o número.
Febre alta significa doença grave?
Não necessariamente. A SBP afirma que a altura da febre não tem valor diagnóstico nem prognóstico — a exceção são bebês menores de 3 meses. Uma criança com 38,5 °C que brinca e se hidrata costuma preocupar menos que uma com 37,6 °C apática e recusando líquidos. O termômetro dá um dado; quem interpreta o quadro é o estado geral e o pediatra.





